sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

CATANAS E CATANADAS...

Uma filha de Angola, que se viu obrigada a fugir da própria terra já com 60 anos, porque sendo "preta" de côr de pele, do que se orgulhava, tinha a alma tão branca como a côr da pele do marido, a quem sempre adorou até ao fim dos seus dias, disse-me um dia que não era do MPLA porque este movimento seria tão sinistro que até pela bandeira imposta ao Povo Angolano pretendeu criar medo nas pessoas.
Não percebendo muito bem o significado daquilo que a Lomelina Miguel pretendia dizer, pedi que me dissesse porque era a bandeira um motivo de medo. Ela explicou bastante bem o que pretendia dizer, e jamais deixei de meditar no que ela  disse.
Na Bandeira de Angola existem duas cores distintas, que são o vermelho e o preto. Tal como na Bandeira de Portugal, o vermelho representa o sangue vertido por aqueles que deram a vida para que o País fosse uma Nação livre e independente. Só que os bárbaros assassinatos perpetrados pelos terroristas nos anos 60 do século passado não são uma bandeira que se deva mostrar ao mundo. Que a catana seja um instrumento de trabalho necessário, menos mal que assim seja estar representada na Bandeira de Angola, mas quanto ao resto...
 
As catanas apresentadas são armas de morte capturadas aos homens do MPLA durante os anos da guerra. A roda dentada... vá lá que seja de considerar, pois sempre representa a indústria, que os portugueses souberam implementar no território.
A catana é um instrumento de morte utilizado com crueldade pelos 'homens de côr' do Norte de Angola, representados na Bandeira pela côr negra, pelo que lógico será que a leitura da Bandeira de Angola seja mais ou menos isto: OS PRETOS DO NORTE DE ANGOLA UTILIZARAM CATANAS PARA MATAR E REGAR A TERRA ANGOLANA COM O SANGUE DAQUELES QUE TROUXERAM O PROGRESSO PARA ANGOLA.
Jamais imaginei ouvir tal de uma mulher negra... que era acima de tudo realista e justa.
 

Mas o que ela dizia não poder suportar é o ser um Movimento de inspiração comunista, conforme representa a estrela que ostenta, a legar os seus símbolos como Bandeira e Brasão de Armas de um País que tem várias etnias, vários Povos com costumes ancestrais que foram desrespeitados com a imposição de um sistema ditatorial de um fulano amoral incapaz de olhar para aqueles que passam fome, que têm sede de justiça, que sofrem perseguições pelos crimes de consciência que lhes são imputados por quem é detentor de uma das maiores fortunas do mundo... surripiadas ao Povo, a esse mesmo Povo que ainda vota "Eduardinho dos Santinhos"... apenas por ainda não ter percebido que só esse senhor e as suas ricas filhas têm direito ao bem bom que lhes foi outorgado pela traição de uns tantos 'portugueses', que lhe fizeram a corte a troco de benesses desconhecidas.
Será que os altos senhores de Angola já eram ricos nos tempos coloniais? Responda quem sabe!

domingo, 16 de setembro de 2012

PELA PAZ DE GENTE DE PAZ...

Ainda estão no ar as ressonâncias dos resultados das últimas eleições legislativas angolanas, em que, mais uma vez, ficou no ar o expectro da fraude eleitoral. O MPLA, como vem fazendo desde há muitos anos, continua a arrogar-se como única força capaz de garantir a paz e o progresso a Angola, mas não se coibe de criar rabos de palha com a falta de credibilidade que se acentua cada vez mais, porque não conseguiu ontem o Governo de Eduardo dos Santos escusar-se à utilização de meios fraudulentos bem arquitectados mas tipo gato escondido com rabo de fora.

 
Depois da mal contada história da revolta de Nito Alves, com o assassínio de milhares de pessoas inocentes, acusados de  fazerem parte da Revolta Activa, com a  repressão, que o regime do MPLA levou a cabo contra os seus adversários, porque não conseguiu decepar a cabeça dos outros Partidos signatários dos acordos do Alvor e teve de começar a limpar os caminhos a partir do seu próprio quintal. As cadeias em Angola nunca estiveram vazias. Angola hoje é tudo, menos um estado de direito.

 
Jamais pode haver paz entre as pessoas de um Pais quando este fundamenta a sua existência e independência  com as mortes de inocentes - não podemos esquecer o terror dos anos 60 e seguintes -, seja por força da guerra colonial seja na guerra civil... que lançou irmãos contra irmãos, mas também arregimentou forças estrangeiras para combater por ambos os lados. Não se sabe a que preço, mas quero acreditar que esse preço é tremendamente oneroso para as populações, que não tiveram então voto na matéria, como hoje continuam a não ter.
O Presidente de Angola teve de mandar matar Jonas Savimbi para ter todas as riquezas do solo de Angola nas mãos, porque sabemos que Savimbi dominava o comércío dos diamantes e outros, sendo este o modo como adquiria armas para a guerra ao MPLA. Eduardo dos Santos não teve qualquer problema de consciência na 'corrupção' de Oficiais da UNITA para que estes traíssem o seu líder, mas vários factores contribuíram para que alguns homens de Savimbi cometessem o crime da traição que conduziu à sua morte.
O Povo do Norte de Angola é um Povo de Paz, que dá tudo pela justiça e não se orgulha dos feitos da UPA em 1961, no que respeita aos muitos mortos então feitos. E porque é um Povo de Paz, espera com fé que esta seja em breve uma realidade.




terça-feira, 3 de julho de 2012

"SUIÇA AMEAÇA A CLEPTOCRACIA MUNDIAL!

DIZ-SE QUE EDUARDO DOS SANTOS PRETENDIA QUE A FILHA ISABEL, DE 36 ANOS DE IDADE, VIESSE A SER A DONA DE PORTUGAL !!!!  
Mas..o poder do dinheiro também cai...
- Foram bloqueados 100 milhões de dólares ao Presidente Angolano.
"Há dez anos que os tribunais suíços iniciaram um longo processo para bloquear os fundos depositados nos seus bancos por ditadores e políticos corruptos de todo o mundo, cujas fortunas, por vezes colossais, foram obtidas através da espoliação de bens públicos pertencentes aos povos que governam, usando para tal os mais diversos expedientes de branqueamento de capitais.
O processo começou em 1986 com a devolução às Filipinas de 683 milhões de dólares roubados por Ferdinando Marcos, bem como a retenção dos restantes 356 milhões que constavam das suas contas bancárias naquele país. Prosseguiu depois com o bloqueamento das contas de Mobutu e Benazir Bhutto. Mais tarde, em 1995, viria a devolução de 1236 milhões de euros aos herdeiros das vítimas judias do nazismo.
Com a melhoria dos instrumentos legais de luta contra o branqueamento de capitais, conseguida em 2003 (também em nome da luta contra o terrorismo), os processos têm vindo a acelerar-se, com resultados evidentes: 700 milhões de dólares, roubados pelo ex-ditador Sani Abacha, foram entregues à Nigéria em 2005; dos 107 milhões de dólares depositados em contas suíças pelo chefe da polícia secreta de Fujimori, Vladimiro Montesinos, 77 milhões já regressaram ao Peru e 30 milhões estão bloqueados; os 7,7 milhões de dólares que Mobutu depositara em bancos suíços, já foram a caminho do Zaire; mais recentemente, foram bloqueadas as contas do presidente angolano José Eduardo dos Santos, no montante de 100 milhões de dólares.
É caso para dizer que os cleptocratas deste mundo vão começar a ter que pensar duas vezes antes de espoliarem os respectivos povos. É certo que há mais paraísos fiscais no planeta, mas também é provável que o exemplo suíço contagie pelo menos a totalidade dos off-shores sediados em território da União Europeia, diminuindo assim drasticamente o espaço de manobra destas pandilhas de malfeitores governamentais.
No caso que suscitou este texto, o bloqueamento de 100 milhões de dólares depositados em contas de José Eduardo dos Santos, presidente de Angola há 27 anos, pergunta-se: que fez ele para se tornar no 10º homem mais rico do planeta (segundo a revista Forbes)? Trabalhou em quê para reunir uma fortuna calculada em 19,6 mil milhões de dólares?
Usou o poder para espoliar as riquezas do povo que governa, deixando-o a viver com menos de dois dólares diários. O que devem fazer os países democráticos perante tamanho crime de lesa humanidade?
Olhar para o outro lado, em nome do apetite energético?
Que autoridade terão, se o fizerem, para condenar as demais ditaduras e estados falhados?
Olhar para o outro lado, neste caso, não significa colaborar objectivamente com a sobre-exploração indigna do povo angolano e a manutenção de um status-quo anti-democrático e corrupto, que apenas serve para submeter a esmagadora maioria dos angolanos a uma espécie de domínio tribal não declarado?
Na Wikipedia lê-se:
"Os habitantes de Angola são, em sua maioria, negros (90%), que vivem ao lado de 10% de brancos e mestiços. A maior parte da população negra é de origem banta, destacando-se os quimbundos, os bakongos e os chokwe-lundas, porém o grupo mais importante é o dos ovimbundos. No Sudoeste existem diversas tribos de box imanes e hotentotes. A densidade demográfica é baixa (8 habitantes por Km quadrado) e o índice de urbanização não vai além de 12%.
Os principais centros urbanos, além da capital, são Huambo (antiga Nova Lisboa), Lobito, Benguela, e Lubango (antiga Sá da Bandeira). Angola possui a maior taxa de fecundidade (número de filhos por mulher) e de mortalidade infantil do mundo.
Apesar da riqueza do país, a sua população vive em condições de extrema pobreza, com menos de 2 dólares americanos por dia."
Crianças com fome em Angola...
O recente entusiasmo que acometeu as autoridades governamentais e os poderes fácticos portugueses relativamente ao "milagre angolano" (crescimento na ordem dos 21% ao ano) merece assim maior reflexão e, sobretudo, alguma ética de pensamento.
Os fundos comunitários europeus aproximam-se do fim.
Os portugueses, entretanto, não foram capazes de preparar o país para o futuro difícil que se aproxima. São muito pouco competitivos no contexto europeu. As suas elites políticas, empresariais e científicas são demasiadamente fracas e dependentes do estado clientelar que as alimenta e cuja irracionalidade por sua vez perpetuam irresponsavelmente, para delas se poder esperar qualquer reviravolta estratégica.
Quem sabe fazer alguma coisa e não pertence ao bloco endogâmico do poder, vai saindo do país para o resto de uma Europa que se alarga, suprindo necessidades crescentes de profissionais nos países mais desenvolvidos (que por sua vez começam a limitar drasticamente as imigrações ideologicamente problemáticas): Espanha, Alemanha, Luxemburgo, Suíça, Reino Unido, Holanda, Dinamarca, Noruega...
Neste país chamado Portugal vão ficando os velhos, os incompetentes e preguiçosos, os indecisos, os mais fracos, os ricos, os funcionários e uma massa amorfa de infelizes agarrados ao futebol e às telenovelas, que mal imaginam a má sorte que os espera à medida que o petróleo vai subindo, pois foi dos 60 para 100 dólares por barril, e destes para os 150, 200 e por aí a fora...
A recente subida em flecha do petróleo e do gás natural (mas também do ouro, dos diamantes e do ferro) trouxe muitíssimo dinheiro à antiga colónia portuguesa.
Seria interessante saber que efeitos esta subida teve na conta bancária do Sr. José Eduardo dos Santos.
E que efeitos teve, por outro lado, nas estratégias de desenvolvimento do país. O aumento da actividade de construção já se sente no deprimido sector de obras e engenharia português. As empresas, os engenheiros e os arquitectos voam como aves sedentas de Lisboa para Luanda. É natural que o Governo português, desesperado com a dívida... e com a sombra cada vez mais pesada dos espanhóis pairando sobre os seus sectores económicos estratégicos, se agarre a qualquer aparente tábua de salvação.
E os princípios? E a legalidade?
Se a saída do ditador angolano estiver para breve, ainda se poderá dizer que a estratégia portuguesa é, no fundo, uma estratégia para além de José Eduardo dos Santos. Mas se não for assim, e pelo contrário viermos a descobrir uma teia de relações perigosas ligando a fortuna ilegítima de José Eduardo dos Santos a interesses e instituições sediados em Lisboa, onde fica a coerência de Portugal?
Micheline Calmy-Rey, Ministra suíça dos Negócios Estrangeiros, veio lembrar a todos os europeus que  tão ladrão é o que rouba como o que fica à espreita... ou cobra comissões das operações criminosas."
Como pode um povo estar a passar fome para meia dúzia de porcos e ladrões  viverem com fortunas escandalosas ???
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 "Eduquemos as crianças, e não será necessário castigar os homens! " (Pitágoras)

segunda-feira, 21 de maio de 2012

O DESCANSO DO GUERREIRO




No dia 4 de Abril de 2002, a assinatura do Memorando de Entendimento de Luena entre o governo angolano controlado pelo Movimento Popular para a Libertação de Angola (MPLA) e a União Nacional para a Indepêndencia Total de Angola (UNITA) pôs cobro a mais de 25 anos de guerra civil.
Facilitada pela morte “em combate”, a 22 de Fevreiro do mesmo ano, de Jonas Savimbi, o fundador e antigo líder da UNITA, a paz em Angola foi obtida através das armas, e não como resultado de negociações entre os beligerantes. Assim, a paz foi a expressão última duma lógica de afrontamento binário estabelecida desde a independência em 1975, e reforçada durante os anos 1990 após o fracasso dos processos de Bicesse (1991-1992 e Lusaka (1994). A chegada da paz a Angola também sancionou a vitória do MPLA, no poder desde 1975, e do Presidente José Eduardo dos Santos, no posto desde a morte, em 1979, do primeiro Presidente de Angola, o Dr. Agostinho Neto.
Assim, a história recente de Angola não se pode dissociar da experiência da guerra, pois a guerra civil seguiu-se a 14 anos de guerra de independência (1961-1974). As eleições legislativas, adiadas várias vezes, deveriam marcar a “normalização democrática” do país, pois este entrou na paz com uma pesada herança de violência e conflictos,
Pode-se considerar que a guerra foi uma experiência pessoal, de certo modo individual. Do alistamento de jovens nos diferentes movimentos de luta pela independência, nos anos 1960, e do seu 'LÓGICO' recrutamento forçado pelo exército português... até às campanhas de mobilização dos anos 1990,  a guerra formou percursos individuais e constituiu um itinerário de subjectivação para mais de uma geração de Angolanos.
E também do Povo de Portugal, então chamado Continental, pois os melhores dos seus filhos caíram por algo em que acreditaram.
Porque poucas pesquisas  têm sido feitas sobre este aspecto da história de Angola, tratar-se-ia agora, num primeiro passo, de prestar atenção às condições de recrutamento dos combatententes para um dos dois exércitos em guerra, de reflectir sobre a ecnomia moral (e de guerrra) do MPLA e da UNITA, e de interrogar a possível constituíção daquilo que Christian Geffrey chamou de “corpo social guerreiro” no seu trabalho sobre a RENAMO em Moçambique – olhando por exemplo a vida na Jamba, a “capital” da UNITA nos anos 1980, no canto sul-este do país.

segunda-feira, 19 de março de 2012

DIA DE SÃO JOSÉ - DIA DO PAI

Nos tempos coloniais, a cidade do Negage tinha como padroeiro o admirável S. José, Pai adoptivo de Jesus Cristo.
O Dia do Pai era então uma data que se comemorava com a alegria e entusiasmo que era devido ao Padroeiro, não por ser dia da morte do Santo, mas porque se orgulhavam os Negagenses em ter por Padroeiro aquele que foi escolhido por Deus para servir de guia e educador do seu Filho Unigénito, Jesus Cristo.
Hoje... não sei como é comemorado o Dia de São José, mas bastaria tão só que não fosse esquecido o seu papel de educador do Divino Jesus, pois comemorando com dignidade o Dia do Pai, por certo se estará a honrar São José.
Que tenham um bom DIA DO PAI!
Que São José lance as suas graças sobre o seu Povo do Negage.