domingo, 31 de julho de 2011

FOI HÁ 50 ANOS...

Há 50 anos atrás, um grupo de Militares pertencentes à Força Aérea, idos do Portugal Continental distante - vulgo a Metrópole... ou o "Puto" -, deu início a uma das mais extraordinárias cooperações entre Homens de vontade férrea, como ficou demonstrado    ao  darem as mãos para a  construção de um futuro comum.
O A.B.3, de acordo com os estudos feitos pelas Infraestruturas da Força Aérea, era para ser,  inicialmente, construído em Carmona, a cidade capital do distrito, que ficava a 33 kilómetros do Negage e até já possuía um pequeno aeródromo.
Era esta região que,  na altura,  a grande produtora de  café em toda a Angola.
O N'gage, ainda vila, albergava no seu seio o homem mais rico de Angola, um senhor de grandes teres e haveres, dono e senhor de muitas plantações de café, para além de outros negócios como o marfim, a copra, o sisal, o algodão, os vários minérios, a caça, a panificação, o descasque de café, a restauração, a construção civil, os transportes terrestres, a agro-pecuária, os  frutos diversos como a banana, o ananás, o mamão, o amendoim. etc...etc... Este homem era o bem conhecido João Ferreira.

É corrente dizer-se ter sido  ele quem cedeu os terrenos para a instalação do Aeródromo e que também foi ele quem começou  rápidamente  com as terraplanagens para a construção de uma pista, que a Força Aérea logo  aproveitou para nela vir a ser  construido o seu Aerodromo Base nº 3.
50 anos são passados... e uma nova realidade é hoje vivida naquela que foi a Unidade menina dos olhos da Força Aérea Portuguesa em Angola. A independência tornou aquele espaço de algum modo importante para a novel Força Aérea Angolana. Não foi fácil, porque houve entretanto uma guerra civil e as feridas profundas que este conflito causou ficaram bem patentes na destruição das infraestruturas do antigo Aeródromo Base Nº. 3, que ficou completamente inoperativo por largo tempo.
Hoje, recuperada, a pista, o Negage volta a ser operada por aviões, mas nada comparado com aquilo que foram os voos  ali efectuados entre 1961 e 1975.
As saudades são imorredoiras, pois aqueles que um dia demandaram o Negage, jamais o esqueceram!