segunda-feira, 16 de maio de 2011

ANGOLA ONTEM, HOJE, AMANHÃ...

Nunca será demais pensar no que poderia ter sido um País que tivesse sido ordenado territorialmente segundo o pensamento de Norton de Matos, um Governador de Angola que a pensou no mínimo detalhe, enquanto o cérebro se lhe povoava de ideias capazes de tornar Portugal um País digno dos seus fundadores e dos continuadores da obra gigantesca de continuar a ser uma Pátria grande entre as maiores, porque as nossas fronteiras eram a imaginação do Homem e não uma linha imaginária que pudesse ser demarcada a limitar as nossas fronteiras.

Jorge Maria Norton de Matos, que nasceu em Ponte de Lima e foi General do Exército, Governador Geral de Angola, Ministro das Colónias e Alto Comissário de Angola, entre outros cargos, ponderou sériamente na hipótese de que Nova Lisboa - a sua cidade - viesse a ser a capital de Portugal, tornando-se a então Metrópole numa estância de turismo para retemperar forças depois de alguns tempos a labutar em África. Para que tal hipótese pudesse vingar, imaginou a hipótese de ser comprada à Zâmbia uma faixa de terreno que ligasse a zona do Cazombo, em Angola, à zona de Furancungo/Fingoé, em Moçambique, fazendo um único País englobando os dois territórios.

Haveria algum País capaz de concorrer com um Portugal com tal dimensão?

Mas... este era o sonho de Norton de Matos e ele acordou para a realidade quando concorreu à Presidência da República Portuguesa! De comunista, fascista, colonialista para baixo, tudo servia para o vilpendiar... e ele levou para a cova a angústia de vêr o seu País entregue às diatribes de uma click governante que nada de bom augurava para o futuro do País! Por certo alguns "angolanos" de ontem não aceitarão a minha ideia de que na Angola colonial havia muitas coisas boas, a par de outras que serão para esquecer, de tal modo nos fazem doer a alma. Entre as coisas boas está a capacidade que algumas pessoas tiveram de levar as suas vidas para diante, não pensando no resultado final do "jogo da descolonização" mas sim naquilo que poderia ser útil a uma Angola que viesse a conseguir a almejada independência. E foram esses que deram ao quotidiano de Angola uma dimensão jamais imaginada, criando progresso, construíndo futuro... ainda que o mesmo progresso, o mesmo futuro, tenham sido malbaratados por aqueles que resolveram tornar-se senhores do território, "donos do pedaço", no dizer do Povo irmão do Brasil. E então é pugnar por arranjar cada vez mais "interesses" abandonados pelos "colonos em fuga", não importando a razão porque o fizeram. Foram embora, perderam!

Só assim se torna possível haver um pseudo general do MPLA a comprar um restaurante de luxo no Guincho - Cascais, pois fartos de estar a lidar com gentes que nada lhe dizem está ele. O trabalho na mata foi bem remunerado, pois o Povo pode bem aguentar mais uma ditadura até ter direito a pão para comer, mas as gentes do MPLA não!

Só esperamos que o amanhã não venha a ser trágico como o foi o 27 de Maio de 1977, para falar exclusivamente do exercício do poder das gentes do Governo de Angola, que tardam em resolver uma questão que já justificou a perseguição e morte de alguém que lutava pela clarificação das eleições angolanas.

Angola ontem, hoje e amanhã... Angola que vai sarando feridas utilizando paliativos vários para amenizar a dôr de um Povo que tarda em receber os benefícios de algo que deseja desde tempos quase imemoriais: A PAZ!

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