quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Início da rebelião na Baixa do Cassange - Jan/61
Começaram em Janeiro de 1961, com a rebelião na Baixa do Cassange, as passadas inerentes a uma independência que nunca se duvidou vir a acontecer, considerando os caminhos de todas as colónias até à pouco existentes e tornados países nos últimos tempos, como corolário do fim da 2ª. Guerra Mundial.
Não que tenham alguma coisa a vêr o desejo de serem dadas às populações melhores condições de vida, mas sim com a "conquista" conseguida pelos novos ventos da história, que pretendiam tornar os novos países em satélites dos paraísos socialistas da esfera Soviética.
A Baixa do Cassange tem sido desde sempre uma arma de arremesso para justificar o terror que viria a ser instituído em Angola a breve trecho. O MPLA, tentando agarrar-se ao leme da revolução que estava a preparar-se nem eles mesmo sabiam onde, dá continuidade à inssurreição da Baixa do Cassange, atacando mesmo no coração de Angola, em plena Luanda.
Funeral das 1ªs vítimas do 04 de Fevereiro 1961 em Luanda

Na realidade, a madrugada de 04 de Fevereiro de 1961 ficou marcada por uma iniciativa do Movimento do Povo para a Libertação de Angola - o MPLA -, movimento presidido pelo médico angolano Dr. Agostinho Neto, que organizou um ataque conta a Casa de Reclusão de Luanda e a Cadeia de São Paulo, visando a libertação de presos políticos angolanos, encarcerados naqueles estabelecimentos prisionais.
Os atacantes estavam ensinados a utilizar a catana como arma, mas não deixaram de utilizar toda a espécie de armas, como canhangulos de fabrico caseiro, caçadeiras, toda a ordem de paus, que esgrimiam como cacetes, etc.
Também a 7ª. Esquadra da Polícia de Segurança Pública de Angola e a Emissora Oficial de Angola e o Aeroporto Craveiro Lopes estão na linha das tentativas de ataque em curso naquela madrugada. Os grupos guerrilheiros são comandados Neves Bendinha, Paiva Domingos da Silva, Domingos Manuel Mateus e Imperial Santana, que têm sobre as suas ordens cerca de 200 homens.
Emboscaram uma patrulha da Polícia Militar e roubam armas e munições aos 4 soldados. Nas várias acções morrem 6 Polícias e um Cabo do Exército, este junto da Casa de Reclusão. No rescaldo, os terroristas deixaram no terreno inúmeros mortos e feridos.
Terror perpetrado pela UPA no Norte de Angola em 15 de Março 1961
Os ataques a Luanda estavam previstos apenas para 13 de Março, para coincidirem com os ataques no Norte e com o debate nas Nações Unidades, mas o facto de ter havido o assalto ao paquete "Santa Maria" trouxe a Luanda muitos jornalistas estrangeiros... além da insistência do Cónego Manuel Joaquim Mendes das Neves, da Sé de Luanda, que era o inspirador da toda a rebelião, levaram a que as três centenas de homens que estavam com ele no momento se resolvessem por iniciar a rebelião mais cedo.
No entanto a União dos Povos de Angola - UPA-, chefiada por Holden Roberto, não abandonou o seu empenho em iniciar os banhos e sangue e a sementeira do terror que tinha previsto para Março e vai de atacar tudo o que fosse branco ou trabalhasse para o branco... mesmo os pretos e angolanos como eles - os que o eram, pois alguns seriam homens do outro lado da fronteira - e a ordem era matar... matar... matar... não importando quem!
E os massacres aconteceram! O genocídio de milhares de brancos e negros começou aí a desenhar-se, depois quem ocorreu o "ensaio" da Baixa do Cassange.
Não podem esquecer-se aqueles que foram imolados à sanha assassina de uns tantos energúmenos sedentos de sangue, que iniciaram a escrita da palavra INDEPENDÊNCIA com o sangue... vindo tantos anos após pedir contas do mal que foi feito pelos que se aproveitaram da boa fé e os levaram a praticar a barbárie! Peçam contas aos que ficaram ricos à conta do suor e sangue dos outros, sabendo-se que o poder e a riqueza estão agora nas mãos de uns tantos que eram ao tempo "comandantes" dos homens que nas matas "lutavam" pela "liberdade"... coisa que jamais vieram a conseguir, porque Angola parece ser uma coutada de uns tantos, que se riem da ingenuidade do verdadeiro Povo de Angola, que passa fome e vai sendo enganado com os apelos:
"VINGUEMOS AQUELES QUE FORAM MASSACRADOS NA BAIXA DO CASSANGE, POIS ESSAS VÍTIMAS DO COLONIALISMO SÃO OS HERÓIS DO POVO DE ANGOLA!".
Não é que não sejam... mas e os outros?

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