sábado, 9 de outubro de 2010

ANGOLA...

Há duas situações que acontecem na independente República de Angola em que apenas poderei apontar Portugal como único culpado: - o não ter acautelado os direitos dos Portugueses ali nascidos, quando entregou o território ao MPLA, e bem assim não se ter lembrado que iriam ser as populações locais, em primeira instância, as maiores vítimas de todos os males que assolaram aquele País após a independência unilateral que veio a ser proclamada, não deixando de colocar em primeiro lugar a fome que as crianças indefesas vão passando, em detrimento dos senhores do Partido governamental que se têm tornado em donos todos poderosos das riquezas que Angola produz.
Tive ensejo de trocar ideias com pessoas que lá conheci, que mostravam preocupação com a confusão instalada no meio dos Militares Portugueses, queixando-se eles que já não sabiam a quem deveriam obedecer, porque as ordens estavam constantemente a ser objecto de controvérsia, além de que haviam alguns que parecia terem a incumbência de proceder a uma lavagem ao cérebro com as tentativas de lhes incutir ideologias marxistas. Eram esses os mesmos que procediam a continuados boicotes à ajuda que as populações pediam à Tropa.
Doía a alma ouvir os nossos superiores dizerem que tudo iriam fazer para os ajudar... mas era apenas para os calar, pois aos seus comandados não transmitiam qualquer ordem para ajuda às populações... não acontecendo qualquer auxílio, na maioria das vezes.
Quando se ouvem vozes de Portugueses responsáveis pelos massacres de populações, pois eram mentores da entrega do território a qualquer preço, dizerem agora que jamais pensaram num regresso tão maciço de residentes, que vieram apanhar Portugal desprevenido e sem condições para absorver toda a mole humana que demandou o País, para fugir dos horrores da guerra civil angolana, apetece apenas vomitar!
Curiosamente, há militares que dizem que muitos brancos desmotivaram e resolveram baixar os braços, mas esquecem o facto de terem sido eles os primeiros a fazê-lo. O 25 de Abril veio a trazer para o futuro do Ultramar Português as mais funestas consequências, porque as constantes manifestações nunca foram a favor da justiça social mas sim das conveniências sócio-económicas de uns tantos... e hoje, 36 anos depois da revolução, vê-se que em Portugal uns tantos encontraram a "árvore das patacas" e encheram os bolsos à conta dos mais humildes... acreditando que as lições de Angola foram assimiladas... e para não serem apenas as crianças angolanas a penar com fome, chegou a hora de as da antiga Metrópole se solidarizarem com elas.
Triste sina de quem tem de aturar governos com tal carácter!

1 comentário:

Paraquedista disse...

... Eu digo mais; em Moçambique foi a mesma coisa. Coisa que não falta lá é miséria, os bandidos têm grandes regalias e muitos estão no cemitério.
Foi uma descolonização exemplar, com gajos como o "bando de argel," etc..
Conheci bem o Saurimo, AB4,entre 63 e 65. Tempos dificeis, com falta de tudo, mas pouco depois começou a sentir-se melhoras.

Nunca explicaram às crianças na nossa escola, "ONDE, QUANDO E COMO?" , teve inicio a "Guerra do Ultramar".
O bando ainda mexe com força na shit.
Se houvese Deus!!!...

Saúde da boa.