sábado, 10 de julho de 2010

RECONHECIMENTO...

A PA no A.B.3 - Negage
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No fim de qualquer acontecimento, importante ou não, vivido em qualquer parte do mundo, há sempre quem tenha a intenção de reportar aquilo que se passou... mesmo que não tenha vivido "in loco" a situação. A uns chamará alguém "repórter", a outros "jornalista", a outros ainda "cronista", "historiador", "narrador", "cronista", mas talvez o que o informador venha a receber é o epíteto de "mentiroso", "aldrabão" ou aquilo que se lembre o receptor da "mensagem" de inventar na ânsia de refutar as verdades que possam estar vertidas em artigo informativo ou as mentiras ignominiosas que por vezes estão bem patentes no corpo da "notícia".
Foi assim com tantos "correspondentes de guerra" que actuaram no teatro de operações de Angola, especialmente nos negros anos em que o Norte se viu assolado por um vendaval de terror perpetrado por próceres assassinos às ordens de ideologias que preconizavam primeiro a morte e desmoralização dos colonizadores brancos e depois de todos aqueles que com estes conviviam. Porque a UPA não passava de uma horda de assassinos sanguinários a soldo de um fiel seguidor das ordens recebidas de uma sinistra força sectária que dava pelo nome de Conselho Mundial das Igrejas, de profundo enraizamento evangélico baptista. Esse montro, falecido há pouco, dava pelo nome de Holden Roberto e tinha ajuda em bens materiais e monetários recebidos através das missões das Igrejas Evangélicas Baptistas Americana e Sueca.
No desenrolar dos anos da guerra, não faltavam ataques a alguns organismos que prestavam apoio aos Militares combatentes ou às famílias destes. Um dos alvos preferenciais de alguma imprensa escrita ou falada era a Igreja Católica, mas outras houve que sofreram na carne o espírito de solidariedade que mostraram para com os Militares, pugnando pelo seu bem estar moral e não só.
Estou a recordar, por exemplo, o Movimento Nacional Feminino e a sua presidente, Cecília Supico Pinto, que chegou a ter um efectivo de aproximadamente 82.000 mulheres, espalhadas por Portugal e África, que prestavam assistência aos Militares em combate e às famílias, além de terem implementado um serviço de informações bastante importante. Foi o MNF que "inventou" o aerograma - o celebrado "bate-estradas" - e criou as Madrinhas de Guerra, além de ser iniciativa sua a criação do subsídio de isolamento para os combatentes da Guiné. Foi o MNF um importante apoio para os Soldados nas frentes de combate, mas teve sempre de combater a inveja de alguns outros organismos... que não tinha a Cilinha Supico Pinto a pugnar por elas.
A Secção Feminina da Cruz Vermelha Portuguesa, dirigida por Amélia Pitta e Cunha, presta importante apoio aos Militares feridos ou estropiados, trabalho que exerciam de forma exemplar e com sucesso impar, bastando que se recorde o que foi o seu trabalho nas recuperações no Hospital da Parede ou no Alcoitão. Também tiveram importanten papel na revisão das opensões, vencimentos e subsídios de campanha, além do apoio às famílias dos Combatentes tombados em defesa da Pátria e do apoio aos Militares estudantes.
Sabe quem "andou lá", a "matar os coitados dos pretos", no dizer de algumas vozes de burro - não chegam ao céu, diz-se - que teimam em denegrir tudo o que foi "obra de Soldados", pois talvez tais detractores desconheçam que o incremento da guerra veio proporcionar um maior desenvolvimento dos territórios, segundo todas as análises que possam ser feitas. E muitos dos que falam nunca lá colocaram os pés, pois os mosquitos podiam comê-los vivos, segundo o pensamento de alguns.

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