quarta-feira, 14 de abril de 2010

Pensar Angola... hoje!

ex-Avenida dos Combatentes hoje
Neste ano da graça de Deus de 2010, porque existe uma coisa chamada calendário que nos permite ir contabilizando os dias, meses e anos decorridos depois que saímos de África, não posso deixar de me benzer com a mão esquerda e fazer uma cara de espanto: QUANDO CHEGAR O PRÓXIMO 25 DE ABRIL, SERÃO PASSADOS 36 ANOS SOBRE A REVOLUÇÃO DOS CRAVOS EM PORTUGAL... E A 11 DE NOVEMBRO PASSAM 35 ANOS SOBRE A INDEPENDÊNCIA DE ANGOLA!
O tempo voa... mas as memórias continuam a ser muitas, mesmo que se confundam as boas com as más, dado ambas fazerem parte do nosso acervo histórico, seja aquilo que está escrito em documentos seja o que vivemos no terreno e registamos nas prateleiras da recordação.
Angola hoje, por aquilo que se vai sabendo, está algo diferente daquilo que foi nos tempos coloniais. Alguns aspectos terão sido benéficos outros nem tanto, não porque seja negativa a vida pujante de uma cidade como Luanda, com os seus 4 milhões de habitantes, mas porque sabemos não ter sido "programada" para um tal "boom" na densidade populacional, pois Luanda à data da Independência de Angola era uma cidade cujo parque habitacional permitia cerca de 900.000 habitantes... com um pouco de boa vontade.
A cidade de Luanda completou em Janeiro 434 anos, e é uma das mais belas cidades de África, mesmo reconhecendo que tem muitos problemas por resolver, que já estarão há muito identificados pelas autoridades actuais, como o estavam nos tempos coloniais, porque havia já então a consciência de que Luanda iria crescer e era preciso tomar as medidas necessárias para se reverterem as coisas numa cidade cujas infra-estruturas não estavam preparadas para o crescimento acontecido nos últimos anos.
Esta bela cidade, que nos tempos do colonialismo rivalizava até com a capital de Portugal, está num estado tal que torna premente fazer -se reverter a situação.
Há grandes projectos de investimento em Angola, sabe-se, fruto da enorme riqueza que são os seus recursos naturais (petróleo e diamantes), mas é facto é que alguns índices sócio-económicos colocam Angola na cauda do mundo.

Lixo nas ruas de Luanda
Há uma esperança média de vida de sómente 42,7 anos, até pelo facto de a mortalidade infantil ser bastante alta - 132 por cada 1000 nascimentos!... A alfabetização é de 67,4%!...
Após 13 anos de guerra colonial, e mais 28 de guerra civil, que terminou em 2002, o povo angolano espera e deseja que as suas condições de vida sejam realmente melhoradas.

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