quarta-feira, 31 de março de 2010

A todos os Amigos:

E que Cristo tenha RESSUSCITADO no coração dos Homens.
RESSUSCITADOS COM CRISTO, COM ELE TOMAREMOS LUGAR JUNTO DO PAI DOS CÉUS! CRISTO ESTÁ VIVO! ALELUIA!
UMA SANTA PÁSCOA, COM SAÚDE, AMOR, PAZ... E A ALEGRIA QUE NOS É SUSCISTADA PELA CERTEZA DE QUE CRISTO ESTÁ VIVO!

sexta-feira, 19 de março de 2010

DIA DE SÃO JOSÉ OPERÁRIO...

...DIA DO PAI... DIA DO NEGAGE!
Sim! Neste dia era comemorado o dia de São José Operário, o Padroeiro do Negage, com a celebração de uma Missa evocativa da efeméride, sendo uma Eucaristia excepcionalmente bastante concorrida!
Não sei se ainda será celebrado no Negage o dia de S. José Operário ou se também foi objecto de "saneamento" por se tratar de um "Santo colonialista", já que a sua devoção foi para ali levada pelos velhos colonos... e pelos Padres Missionários Capuchinhos, que colocaram a Missão Católica e a aldeia da Missão sob protecção do venerando Pai putativo de Jesus.
Para aqueles que sempre viram em São José uma figura digna da sua devoção, aqui o recordamos e bem assim exortamos os que veneram este Santo a não esquecerem que hoje é também o Dia do Pai... devendo aproveitar-se esta efeméride para pedir que S.José sempre nos proteja e seja pela nossa vida fora o amável conselheiro e guia, como outrora o foi de Jesus, de quem foi sempre o exemplar Pai extremoso que amou e protegeu Cristo como um fruto da sua carne!...
São José, consagrou-se a Deus desde os doze anos. Podemos assim concluir que o Senhor, desde então, soube compensar São José por tamanha devoção, lealdade e dedicação.
O pai de S. José, Jacó, havia-se mudado para Nazaré da Galiléia com a família, presume-se que para cultivar uma terra que havia comprado no Vale Esdrelon.
S. José, juntamente com um irmão mais velho de nome Cleófas, trabalhou na lavoura, ajudando o pai na produção de alimentos para o consumo próprio e para venda. No entanto, com o passar dos anos, depressa revelou uma tendência extraordinário para trabalhar amadeira, razão porque deixou o cultivo da terra e passou a dedicar-se à nova profissão de carpinteiro.
S. José, que era um homem de poucas palavras, muito calmo e retraído, vivia dedicado ao trabalho e às orações na sinagoga, fazendo do trabalho o seu próprio lazer.

domingo, 14 de março de 2010

ANGOLA...

É esta a terra bem amada, que um dia se chamou Portugal... mas que ousou ser um País novo, onde continua a falar-se português, mesmo que hajam sido necessários vários anos de guerra, que deixaram sequelas de ambos os lados!
O Povo de Angola merecia ter tido uma palavra a dizer quando foi negociado o seu destino... mas os novos senhores julgaram pertinente serem apenas eles a traçar os novos caminhos, mesmo que fosse necessário sacrificar o Povo , fazendo-o viver na indigência, na pobreza mais soez, porque era necessário garantir a posse dos bens que os Portugueses tiveram de abandonar, o fruto do seu trabalho de vidas...
...uma vez que sempre foi ideia comum ao MPLA e à FNLA dividirem entre si o espólio de guerra, logo que conseguissem escorraçar os Portugueses para o mar... mesmo que tivessem um grão de areia a intrometer-se na engrenagem, que dava pelo nome de UNITA.
Mas a luta sem quartel contra o líder deste último movimento acabou por dar os seus frutos, com a morte deste. Alguns homens que serviram o Galo Negro "passaram-se"para o lado do Partido do Governo, certamente cooperando para que Savimbi fosse executado, porque "todo o homem tem um preço", dizem os entendidos.
Hoje é vêr alguns dos celebrados "comandantes" do MPLA ostentarem estrelas de general e milhões de Kwanzas - ou serão Dólares e Euros? - nas suas recheadas contas... que não terão sido resultado dos vencimentos auferidos como combatentes da liberdade, mas sim legados de guerra que lhes foram "deixados" pelos que tiveram de abandonar tudo em troca das suas vidas.
Não sito nomes, mas eles são por demais conhecidos... sem que eles se importem com isso, porque o que interessa é terem nas mãos aquela imensidão de território que produz o suficiente para enriquecerem eles e os seus descendentes.
O facto de haver fome em Angola, de proliferarem doenças infecciosas graves, de se constatar haver miséria em mais de três quartos da população, não incomoda a administração angolana, que se vai perpetuando no poder até que o Povo descubra que está a ser vitima de uma exploração maior do que aquela que costumava ser imputada aos Portugueses.
Estes, quando abandonaram Angola, fizeram renúncia "obrigatória" de todo o seu património a favor do Povo Angolano... mas apenas alguns destes aproveitaram a dádiva: Os tubarões que vão orbitando en redor dos tais "combatentes da liberdade"... que são afinal pessoas dotadas de vastos bens patrimoniais, como sejam comércios e industrias, banca e seguros... enfim: ANDARAM NO MATO A FAZER A GUERRA POR SER ESTE O SEU PASSATEMPO PREFERIDO, E TINHAM DE MATAR O TÉDIO, NÃO É?

terça-feira, 9 de março de 2010

A hora da saudade...

Quem um dia passou pelo Negage, certamente deixou lá um pouco de si mesmo... ou então não bebeu água da Capoupa!
Não é que a água da Capoupa seja mais apaladada que as demais, sejam elas do Bengo, do Puri ou de Úcua, já que as do Toto, Loge ou Quimaria sabiam tão bem como aquelas... apenas eram mais pesadas, se me estão a perceber.
No Negage não! As águas ali eram leves, puras, cristalinas como só aquelas terras podiam proporcionar.
Pela manhã, ainda cedo, os nossos ouvidos deliciavam-se a ouvir o roncar dos motores dos aviões que aterravam ou levantavam voo da pista do Aeródromo, ligando pelo ar as várias terras desta vasta Angola... mesmo que as estradas amplas e bem traçadas já fossem uma realidade desde há alguns tempos, umas abertas pela necessidade que houve de proporcionar aos militares mais capacidade de deslocar as suas forças para onde estas fossem solicitadas, dado o estado de guerra então vivido.
Mas o pequeno povoado do Negage, à data da eclosão do "terrorismo" da UPA, que se seguiu ao sinal dado pelo MPLA em Luanda, na madrugada de 4 para 5 de Fevereiro de 1961, veio a crescer de forma firme e resoluta, dando a certeza ao mundo de que havia uma vontade indómita de por lá continuar por muitos e bons anos... a não ser que os ventos da história viessem a ditar outros caminhos para uma cidade em evolução.
Muito daquilo que foi construído pela tenacidade dos colonos, que no Negage viam a sua "Terra da Promissão", veio a ser seviciado nas batalhas da guerra civil... mas a cidade continuou a "resistir" e será hoje uma terra de futuro, no dizer de alguns, enquanto outros afirmam que dessa terra maravilhosa já pouco resta... o que não será bem o caso, pelas notícias que vão chegando.
Já não vemos o João Ferreira, com a sua samarra pelos ombros e o chapéu na cabeça, sentado na esplanada do Hotel Avenida a fumar o seu cigarrito; não voltaremos a vêr o Fernando Santos à porta da sua casa, afagando os cabelos da filha mais nova, enquanto vai conversando e sorri para a neta, filha da sua cachopa mais velha; não vemos o Valadares nas suas lições de condução, o Horácio da Papelaria 13 em amena cavaqueira com o Baganha... o velho Ginja... o Manso... o Cruz fotógrafo... o Carvalhosa do Colégio... o Ramos da Administração... o Padre Pires do Movimento AFRIS... o Padre Fortunato da Costa... o Padre Agatângelo... enfim! Tudo o que contribuía para o quotidiano do Negage faz a nossa saudade, porque foi lá que ficou o nosso coração!
O Negage é e sempre será a cidade da nossa saudade! É o motivo da nossa saudade das coisas de Angola, porque a vimos nascer ... crescer...