quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

PARA QUANDO A VERDADE?

Diana Andringa em Bissau
K
Em 2007 fomos "premiados" pela RTP1 com a série "A GUERRA", da autoria do famoso, "consagradíssimo e isento" jornalista Joaquim Furtado, que deste modo pretendeu mostrar os seus vastos dotes de pesquisador histórico... apesar de nos deixar um pouco perplexo por precisar de quase tantos anos como aqueles que durou o conflito, para no fim mostrar apenas algumas imagens de arquivo da RTP e outras que bem poderiam ter sido obtidas no Jardim Botânico de Lisboa ou até na Estufa Fria teriam sido possíveis. A recolha das entrevistas também poderiam ter sido feitas por cá, mais baratinhas, bastando para tanto que se convidassem alguns dos naturais das ex-Colónias para vir passear até Portugal, ao "Puto" ou como queiram chamar-lhe...
Um jornalista que ouve apenas a parte dos beligerantes chamados de topo, os tais que combatiam no ar condicionado, e não procura documentar-se junto da "raia miúda", para usar a expressão feliz de Fernão Lopes, jamais poderá dizer que fez um bom trabalho.
O Director de Programas da RTP afirma ser um trabalho que merece ser mostrado, especialmente à juventude, para que saibam aquilo que os seus pais, tios, avós ou irmãos sofreram... para que outros vivessem!
Depois de tudo, ganhou Joaquim Furtado um bom pecúlio, mas a árvore das patacas ainda não secou, de modo que agora chegou a vez de Diana Andringa se deslocar até às "terras da guerra", lá para a Guiné-Bissau, pretendendo mostrar-nos uma outra...mesma face da guerra do Ultramar.
Porque comunga de ideias um pouco para lá da esquerda, se bem que goste de viver segundo a maneira de viver dos de direita, não será difícil desconfiar de que vamos ter uma segunda edição das histórias contadas por um só lado, de uma só visão das coisas, até pela amostra que nos é dada na "propaganda" ao programa, onde um fazedor de ilusões chamado ilustre Cabo de Guerra que dá pelo nome de Vasco Lourenço, lá bem do alto da sua enorme sapiência das coisas militares, bastas vezes demonstrada nas estratégias que montou para derrotar o inimigo quando em missão de soberania, no teatro de operações, se dá ao luxo de dizer:

"Vivemos num país em que até somos obrigados a ir para a guerra".,

esquecendo-se que ninguém o mandou ir para a "Tropa", pois entrou para a Academia Militar voluntáriamente, segundo sabemos. Porque não se lembrou de desertar para um paraíso qualquer, como fizeram alguns dos seus amigos? Até o seu grande amigo, o ex-Ministro José Inácio da Costa Martins, que desertou para Angola no 25 de Novembro, quando veio de lá... foi promovido a Coronel... com as devidas indemnizações.--------------- Mas o que interessa agora é verificar-se qual será a isenção colocada pela excelsa profissional das letras, a Dianinha Andringa, nas histórietas que irá contar cá à malta! É que os antigos Combatentes do Ultramar estão a sofrer na carne o ostracismo a que este Governo os tem votado, pois apenas desejará que os nossos dias cheguem ao fim, porque aos mortos não terá de pagar aquilo que lhes deve, por justiça...nem que seja apenas tratá-los com a mesma dignidade com deram o melhor de si próprios na defesa daqueles que estavam a ser massacrados pela sanha assassina daqueles que, com o eclodir do terrorismo - porque foi isso que aconteceu - não trataram de olhar se as vítimas eram homens, mulheres, velhos, crianças, brancos, pretos ou amarelos! Eram portugueses ou colabovam com eles... tinham de morrer! Só que agora, sendo industriados ou não por aqueles que fizeram a recolha das imagens, vêm dizer, seráficamente, que apenas estavam a combater os Militares e jamais o fizeram contra o Povo Português... que não faziam diferenças na côr, por muito que lhes custe aceitar e a alguns dos muitos oportunistas que pululam à sua volta.

1 comentário:

Rui Moio disse...

Eu vi o filme e fiquei enojado, pois mais parecia que a Diana Andringa está e estava ao serviço do inimigo e contra Portugal. Que tristes tempos estes - o de termos de continuar a ouvir de portugueses (?) tanta mentira e tanta desconsideração por Portugal e pela Portugalidade!
Rui Moio