terça-feira, 1 de janeiro de 2008

"OS NOSSOS SOLDADOS... LUTAM E ATÉ MORREM... LONGE DOS ENTES QUERIDOS..."

----- A organização das Forças Portuguesas em Angola, serviu de matriz àquela que foi designada "a maneira portuguesa de fazer a guerra", e que foi aplicada na Guiné e em Moçambique.
-----Uma Região Militar para comandar as forças do Exército e essencialmente com funções logísticas, no caso da Região Militar de Angola - RMA - um Comando Naval, para chefiar as forças da Armada, navios bases e forças - Fuzileiros Navais e Especiais - e uma Região Aérea. para superintender os meios aéreos - Bases Aéreas, aviões e forças - Pára-quedistas, Pilotos e demais pessoal.
-----O emprego operacional era feito através de um comando chefe conjunto, o Comando-Chefe das Forças Armadas de Angola - CCFAA - , cujo quartel general era constiuído por elementos dos 3 Ramos das Forças Armadas e que, com a remodelação ordenada por Ciosta Gomes, passou também a controlar a actividade dos vários corpos de "tropas" não regulares e militares, até aí dependentes das respectivas Administrações, no caso dos GE's e das Milícias, ou da PIDE/DGS, no caso dos Flechas. Esse emprego operacional distinguia-se por dois níveis: TERRITORIAL aquele que se materializava por uma quadrícula em que as Companhias e os Batalhões de Caçadores eram os responsáveis por uma zona de acção; DE INTERVENÇÃO, aquele que representava a capacidade do comandante de agir sobre determinadas áreas ou objectivos decisivos e ao qual eram atribuídas forças especiais tais como Comandos, Pára-quedistas, Fuzileiros e tropas não regulares. Acontecia ser esta uma adaptação à guerra de contra-guerrilha da convencional doutrina do emprego de meios militares e da divisão do campo de batalha. As "tropas" de quadrícula correspondiam às forças de contacto e as "tropas" de intervenção seriam as forças de reserva. Às primeiras era destinada uma missão essencialmente defensiva, cabendo-lhe um importante papel na acção psicossocial, a "velha" APSIC ou "psícola", enquanto que às segundas era destinadas as missões ofensivas de assalto e os golpe de mão. Esta era uma divisão esquemática que, na prática, nunca foi rígida.
------Mas disso voltaremos a falar, prometo. Sei que tenho outros trabalhos para continuar, mas cada coisa na sua vez.

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