segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

NOVO ANO... ESPERAR O QUÊ?



A chegada do NOVO ANO era para nós, nas terras mártires de Angola, a chegada de uma nova esperança, o renascer de um sentimento de fraternidade que as lutas iam fragilizando!

O Ano Novo era como o nascimento de um novo dia, que queríamos pleno de sol, pujante de vida, pois não só nos aquecia a alma como nos era um sinal de que Deus estava presente.

QUE O NOVO ANO SEJA DE PAZ, MUITA PAZ, AQUELA PAZ CAPAZ DE COLOCAR OS POVOS EM FRATERNA UNIÃO, COM TODAS AS BENÇÃOS DO CRIADOR DE TODAS AS COISAS.

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

UM SANTO E
FELIZ NATAL...
...UM ANO NOVO COM MUITA PAZ...
TODA A PAZ DE JESUS MENINO!
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g Depois de tantos anos... recordar o meu primeiro Natal na cripta da Igreja de São José Operário, ao tempo em construção, é um pouco como regressar a Angola e voltar a viver o maravilhoso cântico "Adeste Fidelis", entoado pela voz poderosa e absolutamente maviosa do Padre Agatângelo, um Capuchinho Italiano de muito valor, a quem Portugal e Angola muito ficaram a dever.
jjnjj
g Naquele mesmo dia 24 de Dezembro, pouco faltava para soarem as 24 badaladas, anunciando a meia noite, quando dei por concluído o meu primeiro Presépio, construído em África. Senti-me honrado por poder dizer aos residentes no Negage que Jesus havia nascido - era Natal, tempo de alegria suscitado na tristeza de uma guerra que nos dividia, mas não nos retirava o espírito da época!
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"GLÓRIA A DEUS NOS CÉUS... E PAZ NA TERRA AOS HOMENS QUE ELE AMA"

domingo, 9 de dezembro de 2007

O TERRORISMO... sabe o que é?

----------------BAILUNDOS MORTOS NO NORTE DE ANGOLA
---------------------Numa fazenda do Uíge... que coisa melhor para levar
-------------------os habitantes... a colaborar com os "turras"?
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----- Acreditem-me ou não, vai-se tornando bastante difícil o estar para aqui a tentar falar de "TERRORISMO" ou de Grupos "TERRORISTAS", porque nestes tempos que agora correm, bastará apenas pronunciarem-se nomes como "Al-Qaeda", "ETA", "HEZBOLLAH", "Hammas" ou de qualquer uma das muitas designações, agora tão em voga, para que se esteja a dizer, única e simplesmente...: "TERRORISMO".
----- Portugal, nas suas antigas possessões da Ásia e de África, sentiu bem na carne os garras deste monstro, que usa matar e estropiar, destruír e aterrorizar sem olhar quem são as vítimas, que, na maioria dos casos, não têm nada a vêr com as motivações que levam os "Turras" a agir como agem, desrespeitando as mais elementares regras do comportamento humano numa situação de guerra. Não há convenções assinadas para o terror, pois se por um acaso avisassem com atecedência quais os actos que estão na forja... isso não era terrorismo e perdia-se o impacto pretendido com a surpresa dos ataques. Há sangue? Boa! É para que passem a temer as forças que vão ter em presença.
-----Um atentado a um membro da realeza ou a um presidente de um qualquer País é qualquer coisa de suficientemente extravagante, mas não o será tanto como no passado. Entrou na noção generalizada da vida de todos os chefes de estado... Imagine-se agora um atentado contra, digamos, uma igreja. É horrível que baste à primeira vista, e no entanto não é tão eficaz como uma pessoa comum poderia julgar. Apesar de revolucionário e anarquista na sua génese, haveria sempre loucos suficientes a atribuír ao crime um carácter religioso. E isso aviltaria o significado especial do alarme que se pretende imputar ao acto... Não podemos contar com as suas emoções, quer de pena quer de medo, durante muito tempo. Um atentado bombista, para ter qualquer influência na opinião pública, tem de ir além da intenção de vingança ou de acto terrorista. Tem que ser, antes de tudo, destrutivo!
----- O terrorismo desorienta as pessoas. Fá-lo deliberadamente, pois esse é o seu objectivo primário, sendo a razão porque monopolizou a atenção do mundo no início do século XXI. O 11 de Setembro é um cartão de visita deixado pelos terrorismos de todos os tempos. Se o início da luta armada em Angola fosse préviamente anunciado, não teria o impacto que se seguiu, com as populações a fugir do teatro dos horrores que foram as chacinas de homens, mulheres e crianças do modo selvático que foi necessário implementar para que em toda a Angola houvesse um sentimento de insegurança, de medo do futuro, que levou muitos dos colonos a abandonar os seus haveres e a procurar refúgio em Luanda ou a regressar à Metrópole.
----- Na década de 60 vários estudos levaram a que se concluisse existirem várias diferenças funcionais significativas entre aquilo que esses "autores" designaram por "vários tipos de terror", mas eram fundamentais duas variantes básicas: TERROR DE EXECUÇÃO e TERROR DE SUBLEVAÇÃO. A função do terror de execução era bastante limitada, provávelmente, e tinha como objectivo primário preservar a segurança da organização terrorista, impedindo o público de dar informações sobre ela às forças de segurança.. Para tal, a organização necessita de um sistema de vigilância sificientemente akargado para presuadir as pessoas de que, se ajudassem as autoridades, eles seriam detectados. A maioria dos grupos terroristas é demasiadamente pequena para utilizar este sistema. Por outro lado, a segurança dos pequenos grupos clandestinos é muito mais fácil de manter tão sómente pelo secretismo: Só quando uma organização tenta interagir com o povo multiplica os seus riscos de forma significativa. Assim, o terror de execução é um subproduto das campanhas de guerrilha - como aconteceu na Irlanda, no Vietname, na Argélia, na Palestina... em Angola, em Moçambique, na Guiné, quando as pessoas compreenderam fácilmente as exigências terroristas, tentando, pelo menos, agir de acordo com as mesmas.
----- O terror de agitação atingirá, provávelmente, objectivos extensos ae a longo prazo; um certo tipo de "revolução" ou de "libertação nacional". Alguns desses objectivos são mais atingíveis do que outros. No contecto colonial, uma análise de custo/benefício favorecerá uma estratégia terrorista, desde que os dirigentes dos "impérios" estejam preparados para abrir caminho. Na política interna, os riscos sãpo, habitualmente, muito mais altos: a sobrevivência da elite política e a sua estrutura hegemónica associada ("propriedade privada", "instituições capitalistas"). Para essa elite não é provável que nenhum benefício se compare aos custos da concessão - por isso a luta presumivelmente aumentará. Embora a "conformidade" possa ser assegurada pelos baixos níveis de violência cuidadosamente planeada, a violência de agitação intensificar-se-á e a escolha dos alvos será indiscriminada de modo a maximizar o choque. Nestes casos, o resultado depende se os terroristas são normalmente vistos como inimigos públicos, hostes "humani generis", com os quais nenhuma interacção significativa é aceitável.
----- Num folheto encontrado nos despojos de um terrorista morto no Norte de Angola, estava escrito, em língua inglesa, algo que indicaria uma série de proposições interligadas:
------1. - A violência atroz vai captar a imaginação das populações;
------2. - As populações podem assim despertar para as questões políticas;
------3. - A violência tem um poder inerente e é uma "força de limpeza";
------------(segundo o autor anti-colonialista Frantz Fanon)
----- 4. - A violência sistemática pode ameaçar o estado e levá-lo a retirar legitimidade às reacções;
----- 5. - A violência pode destabilizar a ordem social e ameaçar o colapso social -
-------------------("a espiral do terror e contra terror");
----- 6. - Por fim, o povo rejeitará o governo e irá virar-se para os "terroristas".
----- Assim, o terrorismo própriamente dito não se resume apenas ao uso da violência para fins políticos; não é apenas a violência atroz, não é apenas a violência dos que estão armados contra os que não estão armados; é, sim, concebido como uma estratégia política autónoma competente e decisiva.