domingo, 16 de setembro de 2007

O NEGAGE...

... é uma terra a ressurgir do pesadelo causado pelo terrorismo da UPA/FNLA. Há no ar um sentimento de decidida vontade em dar a volta aos momentos em que se acreditou haver chegado ao fim a aventura Angolana. A chegada das Unidades Militares veio restituír a confiança àquelas pessoas que haviam enfrentado as hordas ululantes de bandidos brandindo catanas e canhangulos... e haviam sobrevivido graças à heroicidade de uns tantos que não se vergaram às investidas dos "turras".
O velho Ginja, quase centenário pioneiro, o Fernando Santos, dos mais antigos naturais, os Sr.s Fernandes e Manuel Agre, o Horácio da Papelaria 13 e o irmão, o Valadares da Escola da Condução, o Manuel Ribeiro Manso, fazendeiro e comerciante, o Professor Carvalhosa, do Colégio do Negage, o Faria do cinema, o Padre Pires, do Movimento AFRIS, os Missionário Capuchinhos, Padres Fortunado Agnoletto da Costa, Prodóscimo de Pádua ou Agatângelo, os irmãos Baganha, da Câmara e do Aeródromo Base nº 3, o Sr. Paula do Registo Civil, sem esquecer o "lendário" João Ferreira, "alma mater" daquela comunidade mártir, que soube reerguer-se das sequelas da bárbara agressão que contra ela foi cometida. O Administrador Reis Santos também é de referir como alguém que soube resistir à matança perpetrada pelos biltres que ousaram tentar destruír aquela comunidade.
As estradas vão sendo asfaltadas, vão-se instalando novas empresas, constuíu-se o Bairro de Oficiais e Sargentos da Força Aérea, procedeu-se à abertura dos Clubes e Messes do AB3, ponstruiram-se novos campos de futebol e um campo de tiro, organiza-se a 1ª. Exposição Feira das Actividades Económicas do Negage, constrói-se uma nova Central Eléctrica bem como a nova Igreja de S. José Operário e o novo Cine-Teatro do Negage, como resposta deste Povo aos cobardes mandantes do vil e criminoso ataque feito contra esta promissora terra: - Viemos para o Negage para ficar, porque o Negage é uma parte inalienável de Angola... e esta ainda é Portugal!
O Negage orgulha-se das gentes que constituem o seu património humano, pois é com Portugueses como estes, "com o peito às armas feito", que se poderá construír uma Angola capaz de ser exemplo para o mundo!

3 comentários:

Tó angolano disse...

oOlá boa tarde.Gostei de ler o comentário inicial do seu blogue,muito bem feito,sim senhor.Lembro-me de uma ou 2 pessoas que o sr.descreve.O meu pai trabalhou no ab3 no negage.è o sr.Salgado e o meu avô é o sr.Joaõ Ferreira Carlos,que tinha uma carpintaria là no Negage,junto ao Pad do exército.

Victor Elias disse...

Tó angolano
Conheço bem o seu pai e o seu avô, de quem era amigo. Talvez se lembrem do Elias do Escuteiros do Negage e da Secção Técnica do AB3... que era eu. Também fazia o programa "Aqui Negage", no Rádio Clube do Uíge e fui um dos responsáveis pela Exposição Feira Agro Pecuária, Comercial e Industrial do Negage. Um abraço para todos do Elias

Tó angolano disse...

ok amigo Victor.Vou comunicar isso aos meus pais e avô.Um abraço sempre amigo e saudoso.Eu sou mais novo claro não estou aver quem é peço desculpa,pois quando vim de lá era um miudo com 7 anos.Agora conto com 42,mas tenho um bocado das minhas memórias gravadas para sempre no meu coração.Ainda hoje consigo descrever visulamente a minha casa,o AB3,porque o meu pai levava-me para là algumas vezes,o caminho para a escola,que era perto da carpintaria do meu avô,subia-se a rampa onde estavam as bombas de combustivel e depois ia a pé para a escola do carvalhosa.